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Atualizado em 10.01.2019 às 10:29

Interior - Sertão

Petrolina

Acusado de estuprar, engravidar e matar adolescente é condenado a 31 anos de prisão

Publicado em 10.01.2019, às 09h16

Atualizado em 10.01.2019, às 10h29

Maria Clara das Neves Sobrinho, de 12 anos, foi assassinada pelo marido da tia
Foto: arquivo pessoal


NE10 Interior

Um homem de 30 anos acusado de estuprar, engravidar e matar uma adolescente de 12 anos em Petrolina, no Sertão de Pernambuco, foi condenado a 31 anos de reclusão em sessão de julgamento do Tribunal do Júri. O caso aconteceu no dia 2 de junho de 2018 no Povoado Cruz de Salinas, na zona rural da cidade.

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De acordo com o inquérito da Polícia Civil, Ivan da Silva Pereira teria estuprado Maria Clara das Neves Sobrinho, de 12 anos. Cerca de dois meses depois, a adolescente passou a apresentar sintomas como tonturas e seria levada pela família para receber atendimento médico.

Durante o fim de semana antes do atendimento, Maria Clara foi achada morta, pendurada em uma árvore, como se houvesse cometido suicídio. Após a perícia da polícia científica, foi identificado que trata-se de um assassinato. Ela havia sido morta por asfixia por enforcamento e o corpo colocado naquela posição. A hipótese é de que Ivan tenha descoberto a gravidez e decidido matá-la para que ninguém soubesse do estupro.

Ivan vai responder por homicídio triplamente qualificado (utilização de meio cruel, com o intuito de ocultar a prática de outro crime e feminicídio). A pena também foi aplicada em decorrência do crime de estupro de vulnerável. A defesa ainda não decorreu da sentença. O agora réu condenado, que está preso desde 9 de julho, foi reconduzido à Penitenciária Dr. Edvaldo Gomes após o julgamento, onde responderá pelos crimes.

Uma Por Uma

O projeto #UmaPorUma, do Sistema Jornal do Commercio, trata dos assassinatos de mulheres durante todo o ano de 2018. O projeto, formado por cerca de 30 jornalistas mulheres, aborda o perfil das vítimas e dos assassinos, a violência doméstica (feminicídio), a participação da mulher no tráfico de drogas, entre outros. De acordo com os números levantados, de janeiro a novembro de 2018, 218 mulheres foram mortas no Estado. Destas, 73 foram vítimas de feminicídio.

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